Review de Guacamelee

Desenvolvedora: Drinkbox Studios Plataforma: PlayStation Vita (+ PS3, Win)
Lançamento: 9 de abril de 2013 Gênero: Metroidian platformer/Beat-‘em-Up

Minhas férias de inverno chegaram e agora estou relaxando e passeando com meus pais, que estou encontrando em Seattle após um semestre morando sozinho na Califórnia. Não estou passando 18 horas por dia na Internet como normalmente faço, então esta semana vou escrever algo mais curto e simples.
Ó eu aproveitando o inverno :)

Ó eu aproveitando o inverno 🙂

Estava fuçando na PlayStation Network sábado e percebi que Guacamelee estava em promoção por pouco mais de três pilas obameanas. Resolvi comprar, porque estava interessado em jogá-lo faz tempo, queria algo pra jogar no Vita e, bem, três pilas não mata. Mas, considerando minha sorte com essas coisas, agora posso apostar que o jogo estará na Instant Game Collection da PS+ mês que vem.

Enfim.

Pra mim, um aspecto importante para a qualidade de jogos é originalidade. Nunca é legal jogar algo que parece um clone de setecentos e trinta e seis jogos que vieram antes, especialmente se for uma experiência pior do que as anteriores. De vez em quando, surge um jogo que mescla brilhantemente aspectos familiares e mecânicas novas e interessantes, trazendo uma experiência como poucas outras. Guacamelee é um desses jogos, combinando exploração Metroidiana e combate beat-‘em-up “combo-based” que lembra de um hack-‘n’-slash, além de visuais, personagens, locais e trilhas sonora divertidos. Já explico o que tudo isso significa. Agora, preciso notar que é muito legal perceber enquanto joga que os criadores gostam das mesmas coisas que você. Guacamelee está socado de referências, incluindo algumas óbvias homenagens a vídeo games famosos — como o Mega Hombre — até algumas mais sutis para os interneteiros de plantão.

El Destructo e La Bomba? Soa familiar...

El Destructo e La Bomba? Soa familiar…

Mas isso tudo é apenas cobertura no bolo. Tematizado com luchadores mexicanos em todos os sentidos, e máscara de Juan, nosso protagonista, deixa isso bem claro. O que pode não ser tão claro é a profundidade que o gameplay tem. Qualquer fã de Metroid como eu aperciará os mapas em forma de labirinto e as habilidades que simultaneamente aprofundam o combate e abrem novos caminhos para serem explorados. Até onde eu sabia, não tem como fazer “sequence breaks” como era possível em alguns Metroids, mas a exploração é recompensadora — olhos bem-treinados saberão quando for possível seguir um caminho alternativo para conseguir um upgrade de vida ou stamina e, após conseguir novos power-ups, você irá querer revisitar áreas para pegar o que ficou para trás. E assim como em Metroid, o personagem que começa frágil e sem muitas opções terminará como uma força de destruição em massa.

Choozo Statue? Isso já não é plágio não?

Choozo Statue? Isso já não é plágio não?

O combate é uma obra a parte. Você pode pular, rolar, socar, agarrar, jogar… São controles simples que satisfazem jogadores acostumados com Super Smash Bros. — um botão + uma direção = um ataque. Alguns inimigos necessitarão de estratégias específicas, e em outras situações você terá que lidar com uma tela cheia de inimigos variados. Os chefes são dentro do esperado, mas te darão algum trabalho sem alguns combos bem-colocados. Basicamente, eles têm padrões de ataque previsíveis mas resistentes a ataques curtos.

O jogo não é muito longo — terminei em seis horas — mas é dentro do que se propõe. Também não é muito difícil, com mortes fracamente penalizadas. Depois de um certo ponto, levará uma certa destreza para combinar Rooster Uppercuts, Goat Jumps (“Wall Jump” é muito clichê, dizem) e outras habilidades e alcançar todos os baús. Após terminar o jogo, ainda dá para aproveitá-lo para pegar todos os segredos, experimentar o hard mode desbloqueado e correr atrás do almejado Platinum Trophy, que fica num alcance razoável.

Ao comprar Guacamelee, eu temia não gostar dele. Afinal, não seria a primeira vez que eu fui decepcionado por joguinhos indie supervalorizados pela crítica. Contudo, o que achei foi algo cujos defeitos tenho dificuldades de encontrar. Talvez o maior problema é que os diálogos não são tão engraçados quanto eles tentam ser — e muitas vezes ficam realmente tolos. Mas isso não tira do charme do jogo, que definitivamente entra pelo menos  para as minhas menções honrosas do ano.

Feliz final de ano pra você! Te vejo em 2014.

Já jogou Guacamelee? O que achou? Escreve aí!

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